Histologia:
O corpo humano possui dois intestinos: o intestino delgado e intestino grosso.
Estes órgãos possuem características histológicas comuns, representadas pelas quatro camadas ou túnicas concêntricas em suas paredes: a mucosa, a submucosa, a muscular e a adventícia.
Apesar de ambos os órgãos serem denominados “Intestino” a distinção dele se dá desde a morfologia até às atribuições
Tabela: Recorte Quadro 12.1 – Características morfológicas diferenciais entre
os órgãos do sistema digestório - NASCIUTTI, Luiz Eurico et al. Histologia do tubo digestório.
O intestino delgado começa no músculo esfíncter do piloro do estômago, é o órgão em ocorre a continuação da digestão dos componentes provindos do estômago, os quais, sendo devidamente 290 Sistema digestório: integração básico-clínica fragmentados por ação enzimática, são absorvidos e veiculados à circulação sanguínea ou linfática.
Para que ocorra um eficiente processo de absorção, é necessária uma área de superfície de contato ampliada. deste modo, o intestino delgado se apresenta como um longo órgão, atingindo cerca de 4-7 metros de comprimento, e atribui a ele, ainda, uma sequência de especializações as quais contribuem para o aumento da sua superfície de absorção de tipos de nutrientes.
O intestino delgado é subdividido em três segmentos:
Duodeno: Primeira e menor porção, formado por uma alça em formato de letra C medindo cerca de 25 cm de comprimento e de localização predominantemente retroperitoneal;
Jejuno: é a continuidade da porção anterior, constitui a maior parte do intestino delgado, formado por diversas alças livremente móveis e suspensas em meio à cavidade abdominal por meio de extensas pregas de peritônio que constituem o mesentério, o qual se insere na região dorsal da parede abdominal;
Íleo refere-se a porção final do intestino delgado, também apresentando alças suspensas como as do jejuno, destarte em menor quantidade, e que desemboca no início do intestino grosso através de um orifício, denominado óstio ileal.
A mucosa apresenta as principais características histológicas relacionadas aos eventos de absorção. A submucosa é tipicamente formada por tecido conjuntivo frouxo composto por células de fibroblastos, macrófagos, plasmocitos, principalmente.
Na submucosa do intestino delgado são encontrados pequenos gânglios do sistema nervoso autônomo, os quais constituem o plexo submucoso ou plexo de Meissner, esse plexo é responsável pelo controle das funções das estruturas da mucosa do intestino delgado.
A mucosa do intestino delgado tem uma variedade de estruturas que promove eficiência dos processos de absorção.
formado por um eixo de tecido conjuntivo frouxo e revestidas por um epitélio simples cilíndrico composto por células cilíndricas responsáveis pelos processos de absorção de nutrientes (denominadas de células absortivas ou enterócitos - principais células relacionadas à função mais imediata do intestino delgado – a absorção – elas serão descritas em detalhe mais adiante.- ). além de células caliciformes, secretoras de glicoproteínas que constituem o muco que lubrifica e umidifica a superfície da mucosa intestinal.
O intestino grosso é um órgão com aproximadamente 2,5 metros de comprimento, o qual se inicia ao final do íleo, a partir da válvula ileocecal. É uma estrutura segmentada caracterizados em sequência como ceco, colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmoide, reto e canal anal, possuindo ainda o apêndice vermiforme, um divertículo em fundo cego que se abre no ceco. Esses segmentos em geral apresentam a mesma estrutura histológica, havendo particularidades estruturais apenas na ultima porção do canal anal.
A mucosa do intestino grosso segue o padrão de uma mucosa no trato digestório, mas ao contrário da mucosa do intestino delgado, não possui vilosidades, apresentando-se lisa. O epitélio é composto pelas mesma células que o intestino precedente, apenas possuindo um número maior de células caliciforme, este aspecto estrutural tem correlação imediata com a função pioneira de absorção de água e de eletrólitos pelas células absortivas do epitélio da mucosa do intestino grosso, sucessivamente formando-se matéria fecal; uma vez que está presente a formação da matéria fecal com diminuição do conteúdo hídrico, o muco produzido pelas células caliciformes proporciona uma excelente lubrificação, evitando um atrito excessivo entre o bolo fecal e a superfície.
Enterócitos são as células absortivas e as células caliciformes promovem lubrificação, além destas, as criptas de Lieberkühn apresentam ainda tipos de células enteroendócrinas:
células D, secretoras de somatostatina;
células EC, secretoras de serotonina;
células PP, secretoras do polipeptídeo pancreático
células-tronco que migram do fundo das criptas em direção à superfície, permitindo deste modo a constante renovação das populações de células da mucosa.
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