Fisiopatologia:

 Os cânceres de intestino são o resultado de um acúmulo progressivo de alterações epigenéticas e genéticas resultando na transformação nefasta da mucosa, eles são classificados, em maioria, como esporádicos, ocorrendo em indivíduos sem predisposição por especificidades genéticas, tendo influência de contextura imunológica e disbiose intestinal, o seu desenvolvimento é normalmente associado a inúmeros fatores de risco relacionados a determinantes de saúde desempenham um papel essencial na fisiopatologia destes. Os principais determinantes, como o tabagismo, estão ligados ao câncer colorretal proximal e ao desenvolvimento do câncer retal. Enquanto os hábitos alimentares, como o consumo aberto de gordura animal, carne vermelha e processada, baixa ingestão de fibras alimentares, grãos não refinados e vegetais promovem as principais vias inflamatórias associadas ao Câncer de Cólon. 


É muito complexo explicar a fisiopatologia de cânceres, e essa compreensão só foi possível devido aos avanços de estudos sobre genética, as células cancerosas possuem princípios comuns que se observam nas distintas áreas clínicas. Atualmente tem-se o consenso que um câncer se forma a partir de uma atividade de replicação celular, a qual uma determinada célula sofre mutação e passa essa mutação para outras que se formarão através dos processos de multiplicação celular, por meio dessa observação, estabeleceu-se que a transformação progressiva de células normais em células malignas se originou devido a  alterações no material genético (mutações)


O atual estadiamento ou classificação das malignidades do Câncer Colorretal se dá pelo exame TNM, o qual:

                                     T – a extensão do tumor primário. 

N – a ausência ou presença e a extensão de metástase em linfonodos regionais. 

M – a ausência ou presença de metástase à distância.


Entretanto, este exame considera apenas o tamanho do tumor primário, o envolvimento dos linfonodos regionais e a disseminação metastática, deste modo, carecendo na capacidade de delinear melhor a melhor abordagem terapêutica das malignidades.


Características genéticas e imunológicas dos cânceres de cólon:


Quando se há uma complicação presente no intestino (consequências devido a epigenética) e estas condições não são devidamente tratadas, pode-se evoluir para um câncer, mas como? Bem, surge da ativação mutacional de oncogenes associada à inativação mutacional de genes supressores tumorais, logo, quando células de um tumor pré-existente sofrem alguma mutação nefasta, ou seja, alteração na estrutura do DNA, por meio dos complexos de multiplicação celular essas células doentes se proliferam.


Três tipos principais não exclusivos de instabilidade genômica foram descritos em literaturas sobre o Câncer de Intestino:


O primeiro, ocorre em 85%, refere-se à mutações genéticas em genes supressores tumorais resultando na ativação da via Wnt ( glicoproteínas relacionadas a desenvolvimento celular embrionário) caracterizada por um fenótipo de instabilidade cromossômica que é a tendência de jovens cromossomos de gerar aberrações, isso acontece por que a replicação cromossômica - reparo ou segregação - são disfuncionais (CIN). 


O segundo é encontrado em 20%, condiz à hipermetilação (diminui a expressão dos genes-alvo) do genoma, coincidindo com a inativação dos genes supressores de tumor os quais atuam como um gene de proteção relacionado ao controle do ciclo celular, (apoptose, por exemplo)


O terceiro é encontrado em aproximadamente 15% dos pacientes que encontram a perda do reparo de incompatibilidade de DNA, levando a um alto nível de instabilidade. É uma cascata de reações desencadeadas por alterações fenotípicas, em suma, um fenótipo resulta de uma inativação somática de um gene ou em uma mutação germinativa nos genes. levando a um reparo deficiente de incompatibilidade de DNA; como no caso da síndrome de Lynch. O fenótipo pode levar esta instabilidade a outro fenótipo quando ocorre diminuição da expressão dos genes-alvo do promotor do gene.  


Posterior às reações anteriores há desencadeamento de um determinado fenótipo, o qual gera neoantígenos, responsáveis ​​por sua imunogenicidade intrínseca, são eles que mais estimulam respostas imunes tumorais. 

Deste modo, diversas células associadas às respostas imunes inata e adaptativa cooperam e ditam o prognóstico de pacientes diagnosticados com Câncer. As células expressam um receptor heterodimérico de células T, são frequentemente enriquecidas em barreiras epiteliais de várias mucosas para detectar o estresse celular no portal de entrada. A resposta imunológica corresponde também à descontrolada produção de citocinas específicas as quais promovem a progressão tumoral através do acúmulo de células supressoras.


Autora: Maysa

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